sábado, agosto 22
A informação que nasce da Amazônia.

O Brasil e os Estados Unidos devem retomar, na próxima semana, as negociações comerciais entre os dois países. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e integrantes do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) participarão das tratativas.

A data do encontro ainda será definida pelas equipes dos dois governos. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou que recebeu contato do representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, após a conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada nessa sexta-feira (21/08).

Retomada do diálogo

Lula telefonou para Trump na manhã de sexta-feira. A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de maneira cordial.

Durante o contato, o presidente brasileiro defendeu a retomada das negociações e classificou como infundadas as justificativas apresentadas pelo governo norte-americano para a adoção das novas tarifas.

Entre os temas citados pelos Estados Unidos estão desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações relacionadas ao trabalho forçado.

Lula argumentou que as tarifas prejudicam as economias dos dois países e defendeu o diálogo para preservar a relação comercial. Trump, por sua vez, concordou com a importância de manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes.

Em nota conjunta, MDIC e MRE avaliaram que a manifestação dos dois presidentes abre uma nova oportunidade para uma solução negociada para o impasse.

Cooperação contra o crime

Lula e Trump também discutiram segurança e ações conjuntas de combate ao crime organizado.

O presidente brasileiro apresentou medidas adotadas pelo país para enfrentar essas organizações, incluindo ações de asfixia financeira que resultaram na apreensão de aproximadamente R$ 17 bilhões.

Entre as iniciativas mencionadas estão a Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, em Manaus.

Lula defendeu uma atuação conjunta entre Brasil e Estados Unidos e afirmou que grupos criminosos não devem ser equiparados a organizações terroristas. Trump, segundo o Planalto, demonstrou disposição para ampliar a cooperação e indicará integrantes de alto escalão para dar continuidade às negociações.

Guerras também foram discutidas

Os presidentes ainda conversaram sobre os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio.

Em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, Lula e Trump defenderam uma solução negociada. O presidente brasileiro também criticou a falta de atuação do Conselho de Segurança da ONU diante dos conflitos internacionais e sugeriu a convocação de uma reunião extraordinária para discutir alternativas diplomáticas.

Trump também abordou as perspectivas do governo norte-americano para o conflito com o Irã.

Ao defender a diplomacia, Lula afirmou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos”.

Fonte: Agência Brasil

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