terça-feira, agosto 25
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Mulheres com 18 anos ou mais em situação de violência e mães atípicas de todo o país passam a contar com teleatendimento psicológico gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa prevê a oferta de até 100 mil consultas por mês.

O serviço é voltado a mulheres que enfrentam violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral, além daquelas que lidam com sobrecarga de cuidados não remunerados, como a assistência a pessoas com deficiência (PCD), familiares neurodivergentes ou pessoas com doenças raras.

O objetivo é oferecer um espaço seguro e acolhedor para que as pacientes possam compreender as situações vivenciadas e desenvolver estratégias de proteção, cuidado e bem-estar.

A iniciativa integra a ação Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres, do Ministério da Saúde, em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).

Como acessar

O atendimento pode ser solicitado gratuitamente pelo aplicativo Acolhe Mais, disponível na página inicial do Meu SUS Digital, ou pelo site do serviço. Para acessar, é necessário fazer login com a conta da plataforma Gov.br.

Não é preciso apresentar encaminhamento de outra unidade de saúde nem documentos que comprovem a situação de violência, vulnerabilidade ou a condição de cuidadora não remunerada.

A mulher interessada deve realizar um cadastro, preencher o formulário online e responder às perguntas do acolhimento digital.

Como funciona

Após o envio da solicitação, a equipe responsável avalia as informações e deve entrar em contato com a paciente em até 24 horas.

Depois do agendamento, a usuária recebe a confirmação da consulta, orientações, lembretes e o link para a videochamada.

Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, no horário de Brasília, e aos sábados, das 8h às 14h.

Cada sessão tem duração mínima de 50 minutos. O acompanhamento inclui ciclos de até 10 sessões, com possibilidade de renovação quando houver necessidade. A proposta é manter, sempre que possível, a mesma psicóloga durante o acompanhamento, favorecendo a criação de vínculo.

Onde buscar ajuda

Em casos de risco imediato ou violência em andamento, a vítima ou qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação deve acionar a Polícia Militar pelo 190 ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo 192.

Também é possível buscar orientação pela Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive feriados.

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