Um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã neste sábado (28) deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas no território iraniano, segundo informou um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho do Irã, em comunicado divulgado pela agência estatal iraniana ISNA.

De acordo com os dados fornecidos pela organização humanitária, os ataques “afetaram 24 das 31 províncias” do país, com equipes de resgate trabalhando em diversas áreas atingidas.

Entre os locais atingidos, um dos episódios mais impactantes foi o bombardeio de uma escola primária feminina na cidade de Minab, na província de Hormozgan (sul do Irã), onde 85 alunas morreram e dezenas ficaram feridas, conforme informações de autoridades locais.

As autoridades iranianas ressaltaram que além de instalações militares, houve impactos em áreas civis, gerando vítimas entre a população civil, incluindo crianças.

O governo do Irã classificou os ataques como uma “violação flagrante” da soberania e do direito internacional, e prometeu responder de maneira contundente. Em reação, as Forças Armadas iranianas lançaram mísseis contra bases militares dos EUA e Israel em vários países do Oriente Médio, incluindo Qatar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein, Jordânia, Arábia Saudita e Iraque, segundo relatos das agências internacionais.

A ofensiva ocorre em meio a um clima de tensão extrema na região, com negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano já em andamento nas últimas semanas e amplamente consideradas frágeis antes dos ataques.

O Crescente Vermelho iraniano mobilizou mais de 220 equipes de socorro para atuar nos locais atingidos, coordenando operações de resgate e assistência às vítimas. As autoridades pediram que a população evite locais impactados pelos ataques devido aos riscos contínuos durante as operações emergenciais.

Repercussões internacionais

Diante da escalada militar, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniu em caráter de urgência para discutir a crise e buscar formas de conter a violência, que já tem impacto direto sobre a estabilidade regional.

Os ataques e as respostas subsequentes intensificaram temores de uma guerra regional mais ampla, com líderes mundiais e diplomatas clamando por retorno ao diálogo e esforços de desescalada.

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