Com um espetáculo marcado por grandiosidade, emoção e inovação, o Boi Caprichoso encerrou a segunda noite do 59º Festival Folclórico de Parintins neste sábado (27/06), levando ao Bumbódromo o subtema “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia, o Chão da Vida”.
A apresentação exaltou a floresta como território vivo e sagrado, reunindo povos originários, encantados, animais e a biodiversidade amazônica em uma narrativa sobre ancestralidade e preservação.
Um dos momentos mais impactantes da noite foi a alegoria do Curupira, o Guardião da Vida, considerada uma das maiores já apresentadas no festival. A estrutura chamou atenção pelos movimentos, efeitos cênicos e riqueza de detalhes.
A Cunhã-Poranga Marciele Albuquerque também emocionou o público ao surgir como onça-pintada e onça-negra, em uma evolução que destacou a força simbólica dos animais da floresta.
Entre os destaques da apresentação, o Boi Caprichoso ainda celebrou a diversidade cultural amazônica com ritmos e manifestações de diferentes estados da região, além de homenagens aos povos que defendem a floresta e seus territórios.
O Ritual de Transcendência Assurini encerrou a noite com um dos momentos mais aguardados. O Pajé Erick Beltrão protagonizou uma cena de grande impacto visual ao ser elevado pelo espírito Mukaia, em uma representação da conexão entre humanidade, natureza e espiritualidade.
“Estou com o coração mais tranquilo. São coisas sobrenaturais que entram no nosso corpo para fazer todas essas emoções acontecerem”, afirmou Erick.
O presidente do Caprichoso, Rossy Amoedo, destacou o resultado do trabalho coletivo. “O clima está muito unido. Saiu tudo como foi planejado, tudo no tempo certo. Fizemos um boi para cada noite e estamos felizes com o resultado”, declarou.
Com a arena tomada pela emoção azul e branca, o Caprichoso encerrou mais uma noite reafirmando sua força artística e sua defesa da Amazônia e dos povos da floresta.


