A cheia dos rios no Amazonas continua provocando impactos em diversas regiões do estado. De acordo com o boletim mais recente divulgado pelo Governo do Amazonas, quase 293 mil pessoas já foram afetadas pela subida das águas.
Atualmente, 25 municípios permanecem em situação de emergência, enquanto outros 18 estão em alerta e 19 em situação de atenção. As áreas mais atingidas recebem ações de assistência humanitária para minimizar os impactos da enchente.
Como parte da Operação Cheia 2026, o Governo do Estado informou que já enviou 598 toneladas de ajuda humanitária para municípios localizados nas calhas dos rios Juruá e Purus, entre as regiões mais afetadas pelo fenômeno.
Ao todo, foram distribuídas 26 mil cestas básicas, sendo 14 mil destinadas aos municípios do Juruá e 12 mil aos do Purus. Além disso, a Defesa Civil entregou 148 kits de purificadores de água para 23 municípios, garantindo acesso à água potável às comunidades atingidas.
Apesar dos impactos ainda registrados, o cenário começa a apresentar sinais de transição entre o período de cheia e o início da vazante. Segundo o 26º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas, elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), alguns rios já demonstram estabilidade ou redução gradual dos níveis.
Em Manaus, o Rio Negro permanece estável, marcando 28,50 metros, nível considerado acima da média histórica para esta época do ano. No rio Solimões, cidades como Tabatinga e Fonte Boa registraram redução no nível das águas, enquanto Manacapuru apresentou estabilidade.
Na bacia do rio Amazonas, municípios como Itacoatiara e Parintins também registraram diminuição dos níveis. Já no rio Madeira, em Humaitá, houve uma leve recuperação da cota do rio.
Embora a tendência de estabilização seja observada em parte das bacias hidrográficas, a Defesa Civil segue monitorando a situação e mantendo o envio de assistência às populações afetadas, já que milhares de famílias ainda enfrentam dificuldades provocadas pela cheia.


