O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais divulgou um novo boletim com informações atualizadas sobre a cheia dos rios no Amazonas. Segundo o relatório, o número de municípios em situação de alerta subiu para 22.
Atualmente, 16 municípios permanecem em situação de emergência devido aos impactos das inundações: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Jutaí, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga, Tapauá e Tonantins.
Outros 22 municípios estão classificados em nível de alerta: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Borba, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Envira, Fonte Boa, Iranduba, Japurá, Manacapuru, Manaquiri, Maraã, Nova Olinda do Norte, São Paulo de Olivença, Tefé, Uarini e Pauini.
Já em situação de atenção estão 24 municípios, entre eles Manaus, Parintins, Humaitá, Itacoatiara, Manicoré e Presidente Figueiredo.
De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, a estimativa é que cerca de 186,6 mil pessoas já tenham sido afetadas pelas cheias em todo o estado.
Ajuda humanitária
Na primeira etapa da Operação Cheia 2026, o Governo do Amazonas enviou 598 toneladas de ajuda humanitária para municípios das calhas dos rios Juruá e Purus, consideradas as regiões mais impactadas pela subida das águas neste ano.
A ação prevê a distribuição de 26 mil cestas básicas. Deste total, 14 mil serão destinadas aos municípios da calha do Juruá e outras 12 mil para localidades da calha do Purus.
Além dos alimentos, o Governo do Estado também intensificou ações de enfrentamento à crise hídrica. Em 2026, a Defesa Civil já distribuiu 125 kits de purificadores de água do projeto Água Boa para 21 municípios amazonenses, garantindo acesso à água potável para comunidades afetadas pela cheia e estiagem.
Os equipamentos foram enviados para cidades como Benjamin Constant, Boca do Acre, Careiro da Várzea, Eirunepé, Iranduba, Itacoatiara, Jutaí, Tonantins e Urucurituba.
Monitoramento
A Defesa Civil informou que o monitoramento dos rios ocorre de forma contínua por meio do Centro de Monitoramento e Alerta, responsável por acompanhar os níveis hidrológicos ao longo do ano.
O Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais segue atuando em ações de assistência e prevenção para reduzir os impactos da cheia sobre as populações atingidas.


