sábado, março 28

As hospitalizações por Influenza A estão em alta no Brasil e têm contribuído para o aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. O alerta é da Fundação Oswaldo Cruz, que divulgou nesta sexta-feira (27) uma nova edição do boletim InfoGripe.

De acordo com o levantamento, o crescimento das internações também está relacionado à circulação de outros vírus respiratórios, como o rinovírus e o Vírus Sincicial Respiratório. A análise mostra que todos os estados brasileiros apresentam tendência de alta nos casos de SRAG no longo prazo, considerando as últimas seis semanas.

Crianças e idosos entre os mais afetados

O rinovírus tem sido um dos principais responsáveis pelo aumento de casos em boa parte do país, especialmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Já a incidência e a mortalidade da SRAG são mais elevadas entre crianças pequenas, com forte associação ao VSR e ao rinovírus.

Entre os idosos, o cenário também preocupa: a mortalidade é maior nessa faixa etária, tendo como principais causas a Covid-19 e a Influenza A.

Vacinação e prevenção

A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, reforça a importância da vacinação contra a gripe, especialmente para os grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas imunocomprometidas.

Segundo ela, a imunização é essencial para conter o avanço das hospitalizações em diversos estados do país.

Além da vacina, especialistas recomendam o uso de máscara em ambientes fechados e com aglomeração, principalmente para pessoas com maior risco de complicações.

Em situações de sintomas gripais, a orientação é priorizar o isolamento em casa. Caso não seja possível, o uso de máscara é indicado para reduzir o risco de transmissão.

O boletim também destaca que a incidência de Covid-19 segue mais elevada entre crianças pequenas e idosos, enquanto os casos de Influenza A se concentram principalmente em crianças de até 4 anos e na população idosa.

Diante do cenário, autoridades de saúde reforçam a necessidade de medidas preventivas e atenção aos sinais de agravamento, como dificuldade para respirar, que podem indicar evolução para quadros mais graves de SRAG.

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