A estratégia de ampliar a arborização urbana na capital amazonense já resultou no plantio de 13.400 mudas em 2026, em ações coordenadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), até este sábad0, (14/03).
O número representa 40,6% do total de mudas plantadas ao longo de todo o ano de 2025, quando foram registradas 33 mil unidades. Para 2026, a meta da gestão municipal é chegar a 40 mil mudas plantadas em todas as zonas da cidade.
Os resultados são atribuídos ao trabalho das equipes de plantio e à adoção de novas tecnologias que agilizam o processo e aumentam a taxa de sobrevivência das árvores. Entre elas estão o uso de perfuradores de solo e o tratamento da terra com hidrogel e nutrientes como calcário, ureia e cloreto de potássio.
Em 2026, já foram realizadas mais de 78 ações de arborização em diferentes pontos da cidade, incluindo vias e complexos viários como as avenidas Coronel Teixeira, Torquato Tapajós, Governador José Lindoso, Santos Dumont e Nathan Xavier.
Em áreas urbanas disponíveis e margens de igarapés, a prefeitura também tem priorizado o plantio de espécies frutíferas, como biribá, ingá-cipó e mangueira, que no futuro poderão servir de alimento para pessoas e animais, além de contribuir para a formação de pequenas florestas urbanas.
O secretário da Semmas, Fransuá Matos, destacou que o projeto de Miniflorestas Urbanas integra a política ambiental da gestão municipal.
“As miniflorestas urbanas, ou florestas de bolso, têm como principal função regenerar ecossistemas nativos em pequenas áreas, trazendo benefícios ambientais, climáticos e sociais”, afirmou.
Antes do plantio, equipes da Semmas realizam estudos técnicos para identificar as espécies mais adequadas a cada local. Em seguida, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) faz a preparação das áreas, com limpeza e roçagem.
De acordo com o engenheiro florestal da Semmas, Wellington Marialva, quando adultas, essas áreas arborizadas ajudam a melhorar o microclima urbano, reduzem a temperatura, aumentam a infiltração de água no solo e oferecem abrigo e alimento para diversas espécies da fauna.
Além dos benefícios ambientais, as miniflorestas também têm função educativa e social, aproximando a população da natureza e incentivando a participação da comunidade em ações de plantio e conservação ambiental.


