O risco de queimadas continua elevado em grande parte do Brasil Central devido à atuação de uma massa de ar seco associada a um sistema de alta pressão. O fenômeno mantém o tempo firme, reduz a formação de nuvens e impede a ocorrência de chuvas, favorecendo a rápida propagação de incêndios.
Segundo a previsão, o cenário deve permanecer ao longo dos próximos dias, com temperaturas elevadas durante as tardes e baixos índices de umidade relativa do ar, especialmente em estados do Centro-Oeste e parte do Sudeste.
Umidade do ar entra em nível de alerta
As condições mais críticas são registradas em Goiás, Distrito Federal e na região centro-leste de Mato Grosso, onde a umidade relativa do ar pode variar entre 12% e 20% nas horas mais quentes do dia, índices considerados de alerta.
Em outras áreas de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, interior de Minas Gerais e interior de São Paulo, a umidade permanece abaixo dos 30%, situação que exige atenção da população.
Vegetação seca aumenta risco de incêndios
Além da baixa umidade, a vegetação ressecada típica do período de inverno contribui para o aumento do risco de queimadas.
A combinação entre calor, tempo seco, ausência de chuva e rajadas ocasionais de vento cria condições favoráveis para que pequenos focos de incêndio se espalhem rapidamente, principalmente em áreas de pastagem e vegetação nativa.
Previsão indica poucas mudanças
A tendência é que o bloqueio atmosférico permaneça atuando até o fim da semana, mantendo o tempo estável sobre a maior parte do Brasil Central.
No sábado, apenas o sul e o sudoeste de Mato Grosso do Sul poderão registrar pancadas de chuva devido ao avanço de uma frente fria pela Região Sul. Também há previsão de chuva no norte de Mato Grosso, influenciada pela umidade vinda da Amazônia, mas essas instabilidades não devem alcançar a maior parte da região.
Recomendações
Diante da persistência do tempo seco, especialistas orientam a população a manter a hidratação, evitar atividades físicas ao ar livre nos períodos de maior calor e não realizar queimadas.
As autoridades também alertam que qualquer foco de incêndio pode se alastrar rapidamente diante das condições climáticas atuais, aumentando os riscos ambientais e à saúde da população.


