terça-feira, fevereiro 24

O programa Minha Casa, Minha Vida alcançou a marca de R$ 330 bilhões em investimentos entre 2023 e 2026, somando contratos de moradias subsidiadas e financiadas em todo o país. No período, foram 2,2 milhões de unidades habitacionais contratadas, superando a meta inicial de dois milhões prevista para quatro anos.

O avanço do programa ocorre durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi destacado pelo Ministério das Cidades, que projeta a contratação de até três milhões de moradias até o fim deste ano. Desde a retomada da política habitacional, mais de 1,3 milhão de unidades já foram entregues à população.

As moradias contratadas devem beneficiar aproximadamente 8,4 milhões de brasileiros, distribuídos nas cinco regiões do país. A estimativa aponta que o Sudeste concentra o maior número de beneficiados, seguido pelo Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, reforçando o caráter nacional do programa.

O alcance expressivo contribui diretamente para a redução do déficit habitacional e para a ampliação do acesso à moradia digna por famílias de diferentes faixas de renda, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade social.

Além dos efeitos sociais, o Minha Casa, Minha Vida tem papel relevante na dinamização da economia e no fortalecimento da construção civil. Levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta que o mercado imobiliário registrou recordes em 2025 no número de lançamentos e vendas, no valor geral de empreendimentos e na participação do programa habitacional.

No quarto trimestre de 2025, o programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas de imóveis no país. No acumulado do ano, houve crescimento de 13,5% nos lançamentos, 15,9% nas vendas e 17,6% na oferta, com mais de 224 mil unidades lançadas e 196 mil comercializadas.

Estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), indica que o Minha Casa, Minha Vida foi responsável por 85,9% dos lançamentos imobiliários em 2025, evidenciando a centralidade do programa no setor.

Dados do Novo Caged mostram que a construção civil gerou 192.176 empregos formais entre janeiro e novembro de 2025, um crescimento de 6,73% em relação ao mesmo período de 2024. Até novembro, o setor contabilizava mais de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada, reforçando o impacto do programa habitacional na geração de renda e no desenvolvimento econômico do país.

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