O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou neste sábado (22/11), o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele permanecesse em prisão domiciliar por razões humanitárias e pudesse receber novas visitas.

A solicitação havia sido apresentada na sexta-feira (21). Os advogados alegaram que Bolsonaro possui doenças permanentes que exigem “acompanhamento médico intenso” e, por isso, não deveria ser encaminhado ao sistema prisional. A defesa buscava evitar sua transferência para o presídio da Papuda, em Brasília.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal referente ao Núcleo 1 da tentativa de golpe, e a execução da pena pode começar nas próximas semanas.

Neste sábado, no entanto, Moraes decretou a prisão preventiva do ex-presidente e determinou que visitas só serão permitidas mediante autorização prévia do STF, exceto no caso de advogados e da equipe médica responsável por seu tratamento.

Diante da nova decisão, o ministro considerou prejudicados os pedidos anteriores de prisão domiciliar humanitária e de liberação de visitas.

A audiência de custódia do ex-presidente está marcada para amanhã. A defesa já afirmou que recorrerá da decisão.

Fonte: Agência Brasil

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