Morreu nesta terça-feira (7/07), aos 95 anos, o dramaturgo e autor de novelas Benedito Ruy Barbosa. O escritor faleceu em São Paulo, onde estava internado no Hospital do Coração (HCor), em decorrência de complicações causadas por insuficiência renal crônica.
Em nota, o hospital confirmou a morte do artista e prestou solidariedade aos familiares e amigos neste momento de luto.
Benedito Ruy Barbosa foi um dos nomes mais importantes da história da televisão brasileira, responsável por criar novelas que se tornaram grandes clássicos, como Pantanal, Renascer, Sinhá Moça e Cabocla.
Nascido em 17 de abril de 1931, na cidade de Gália, no interior de São Paulo, Benedito iniciou sua carreira no jornalismo antes de se dedicar à literatura e à televisão. Trabalhou como revisor em jornais como O Estado de S. Paulo, além de ter passado por outras publicações.
Seu primeiro romance, “Fogo Frio”, foi lançado em 1959 e abriu caminho para sua trajetória como escritor de novelas. A estreia na televisão aconteceu em 1966, com a novela “Somos Todos Irmãos”, exibida pela extinta TV Tupi.
Ao longo da carreira, Benedito escreveu sucessos em diferentes emissoras. Na TV Globo, marcou época com produções como “Meu Pedacinho de Chão”, “O Feijão e o Sonho”, “O Rei do Gado”, “Terra Nostra” e “Esperança”.
Um dos maiores momentos de sua carreira foi a novela “Pantanal”, exibida originalmente pela Rede Manchete em 1990. A trama, ambientada no bioma brasileiro, conquistou o público ao apresentar paisagens naturais e uma narrativa diferente das produções tradicionais da época.
Além das novelas, Benedito Ruy Barbosa também escreveu para o cinema e foi responsável pelo roteiro de produções como “O Dia que o Santo Pecou”, “Mágoa de Boiadeiro” e “O Filho Adotivo”. Também participou da criação da série Sítio do Picapau Amarelo, exibida pela Globo.
Sua última novela original foi “Velho Chico”, em 2016, encerrando uma trajetória marcada por histórias ligadas ao campo, à cultura brasileira e à vida interiorana.
Benedito Ruy Barbosa deixa um legado de décadas na dramaturgia nacional e uma obra que permanece entre as mais lembradas pelo público brasileiro.


