sexta-feira, março 20

O Ministério Público Federal (MPF) voltou a acionar a Justiça para exigir, em caráter de urgência, a elaboração de um plano de ação voltado ao controle e desativação de pistas de pouso clandestinas utilizadas pelo garimpo ilegal na Amazônia.

De acordo com o órgão, a expansão dessas estruturas tem facilitado a logística de atividades ilegais na região, incluindo o transporte de equipamentos, combustível e minério extraído de forma irregular. O MPF alerta que a ausência de medidas efetivas agrava os impactos ambientais e dificulta o combate aos crimes na floresta.

Levantamentos apresentados na ação apontam a existência de mais de mil pistas irregulares, sendo ao menos 844 localizadas na Amazônia Ocidental. O número representa um crescimento superior a 12%, reforçando a preocupação com o avanço do garimpo ilegal em áreas remotas.

O órgão também critica a concentração das ações de fiscalização no estado de Roraima, o que, segundo o MPF, deixa outras regiões vulneráveis, como Amazonas, Acre e Rondônia. Para o Ministério Público, a falta de uma atuação integrada compromete a eficácia das operações e permite a continuidade das atividades clandestinas.

A ação judicial, que tramita desde 2025, sustenta que o cenário se agravou nos últimos meses e destaca que os órgãos responsáveis não conseguiram contestar os dados apresentados no inquérito. Diante disso, o MPF reforça a necessidade de um planejamento coordenado, com participação de diferentes instituições, para conter o avanço das pistas ilegais e reduzir os danos socioambientais na Amazônia.

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