Uma ação integrada entre a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas resultou na repressão ao garimpo ilegal no Amazonas. A operação, denominada “Solo Limpo”, ocorreu na região do Rio Jandiatuba, nas proximidades do município de São Paulo de Olivença.
Durante a ofensiva, as equipes inutilizaram mais de 15 dragas utilizadas na extração ilegal de ouro, além de destruírem embarcações empregadas na logística de abastecimento da atividade criminosa. A ação alcançou áreas ligadas às Terras Indígenas Tikúna Feijoal, Sururuá e Nova Esperança do Rio Jandiatuba.
Proteção ambiental e dos povos indígenas
Além de coibir a exploração ilegal de recursos naturais, a operação teve como foco a proteção dos territórios indígenas e a preservação ambiental. O garimpo clandestino é responsável por impactos severos, principalmente pela contaminação dos rios com mercúrio — substância altamente tóxica utilizada no processo de extração mineral.
Esse tipo de poluição compromete a saúde das populações ribeirinhas e indígenas, além de afetar diretamente atividades essenciais como a pesca e o manejo sustentável da floresta.
As ações fazem parte de um esforço contínuo dos órgãos federais para combater crimes ambientais na região amazônica e garantir a integridade dos ecossistemas e das comunidades tradicionais.


