A Polícia Federal informou que os dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro foram reinseridos nos sistemas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, após a corporação concluir a extração das informações.
De acordo com a PF, após a exclusão inicial dos arquivos, foi identificada a reintrodução dos dados, que também estavam armazenados em nuvem por meio da Apple. O envio das informações teria sido solicitado pela presidência da CPMI à empresa, gerando um novo fluxo de download e armazenamento fora do controle original da cadeia de custódia definida judicialmente.
Em nota, a Polícia Federal destacou que o procedimento resultou em um armazenamento paralelo dos dados, o que foge ao protocolo inicialmente estabelecido para a preservação das provas.
O caso foi comunicado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do processo.
Decisão do STF
Na segunda-feira (16/03), Mendonça determinou que a CPMI do INSS não tivesse acesso a novos dados provenientes da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Vorcaro.
Com a decisão, o material armazenado na chamada “sala-cofre” da comissão, no Senado Federal, foi devolvido à Polícia Federal, que realizou uma triagem para retirar conteúdos relacionados à vida privada do investigado.
A PF confirmou que esteve no local para cumprir a determinação judicial e que segue acompanhando o caso.


