terça-feira, maio 5

O deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil) foi eleito governador do Amazonas em eleição indireta realizada nesta segunda-feira (4), na Assembleia Legislativa do Amazonas. A chapa, que tem como vice o deputado Serafim Corrêa (PSB), obteve maioria absoluta dos votos entre os parlamentares.

A escolha ocorreu após a renúncia do então governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza. De acordo com a Constituição estadual, quando há vacância nos últimos dois anos de mandato, a eleição para os cargos do Executivo deve ser realizada de forma indireta, pelo Legislativo.

A votação foi aberta e nominal, com participação dos 24 deputados estaduais. Esta é a primeira vez na história do Amazonas que um governador e vice são escolhidos sem voto popular. A data da posse ainda será definida.

Trajetória política

Natural de Manaus, Roberto Cidade tem 39 anos e está em seu segundo mandato como deputado estadual. Iniciou sua trajetória política em 2016, como candidato a vereador, e assumiu posteriormente uma cadeira na Câmara Municipal de Manaus.

Em 2018, foi eleito deputado estadual com mais de 33 mil votos. Na Assembleia Legislativa do Amazonas, ocupou cargos na Mesa Diretora e presidiu a Comissão de Transportes. Em 2020, tornou-se o mais jovem presidente da Casa.

Durante a pandemia de Covid-19, participou de votações consideradas estratégicas, como a criação de auxílio estadual e a destinação de recursos para a saúde.
Reeleito em 2022 com mais de 105 mil votos, recorde no estado, Cidade também foi reconduzido à presidência da Aleam, consolidando sua atuação política no Legislativo.

Contexto da eleição

As renúncias de Wilson Lima e Tadeu de Souza foram formalizadas com base na legislação eleitoral, que exige desincompatibilização de cargos públicos até seis meses antes das eleições. Ambos informaram que a decisão tem caráter irrevogável.
Com a vacância nos cargos, coube à Assembleia Legislativa conduzir o processo de escolha indireta, conforme previsto na Constituição estadual.

A nova gestão assume o comando do Executivo estadual em um cenário de transição política, com a missão de dar continuidade às ações administrativas até o fim do mandato.

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