sábado, junho 20

Apoio técnico, regularização sanitária e integração entre instituições têm ampliado o acesso de pequenos produtores rurais do Amazonas a novos mercados. Em Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, a Capril Valentina é um dos exemplos desse processo, com avanço na formalização da produção de leite e derivados de cabra.

Em uma área de 1,8 hectare, o empreendimento conduzido pelo produtor Felipe Barroso produz leite, queijos e iogurtes de cabra, já comercializados em estabelecimentos locais. Agora, com apoio do Sebrae Amazonas e parceiros, o negócio avança na obtenção do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), etapa essencial para ampliar as vendas na capital.

A iniciativa integra o Projeto de Pecuária do Sebrae Amazonas, que oferece consultorias voltadas à regularização sanitária e ambiental, assistência técnica e inserção de pequenos produtores em novos mercados.

Segundo o Sebrae, o objetivo é mostrar que propriedades de pequeno porte podem se tornar empreendimentos competitivos e sustentáveis, desde que tenham acesso a orientação técnica e processos de formalização.

De acordo com o analista de agronegócios do Sebrae Amazonas, Erivan Oliveira, o suporte busca aproximar a instituição de produtores que ainda desconhecem as oportunidades disponíveis.

“Muitos produtores acreditam que o Sebrae não é para eles. Nosso papel é apoiar desde a regularização até a abertura de mercado, mostrando que é possível transformar uma pequena propriedade em um negócio rentável”, afirmou.

O processo de adequação da Capril Valentina conta ainda com consultoria especializada, que acompanha manejo, higiene, estrutura e requisitos sanitários exigidos para a comercialização formal dos produtos.

Para o produtor Felipe Barroso, a parceria representa um avanço decisivo para o negócio. Com a regularização, a expectativa é ampliar o alcance dos produtos e chegar às redes varejistas de Manaus.

A ação envolve ainda Sebrae Amazonas, Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (ADAF), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas (FAEA), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e consultores especializados.

Segundo a ADAF, a certificação sanitária amplia a segurança dos produtos e facilita o acesso dos produtores a novos mercados.

Além da produção de leite e derivados, a propriedade adota um sistema integrado de produção, em que resíduos da atividade leiteira são reaproveitados na alimentação animal e na adubação, reforçando práticas de sustentabilidade.

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