O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, afirmou que os municípios do interior precisam de políticas públicas regionalizadas e adaptadas às características de cada localidade, de modo a estimular o desenvolvimento econômico e reduzir o fluxo migratório para a capital. A declaração foi feita nesta terça-feira (25/11), durante entrevista à rádio Jovem Pan News Manaus.
Tadeu, que possui raízes familiares em Manacapuru (a 68 km de Manaus), destacou que ações governamentais eficazes devem levar em conta a vocação econômica e as particularidades de cada município. Segundo ele, a integração entre as diferentes esferas de governo é fundamental para garantir oportunidades e fixar a população em suas cidades de origem.
“Quem vive no Purus tem uma realidade diferente de quem mora nos municípios do Alto Rio Negro. Cada município é único, mas todos compartilham a mesma necessidade: gerar desenvolvimento econômico e oferecer qualidade de vida. Cada calha de rio tem uma vocação própria, e precisamos identificar, em cada município, essa vocação e criar ferramentas que permitam às pessoas permanecerem em suas comunidades”, afirmou.
Foco no interior
Tadeu de Souza defendeu que a solução para superar os desafios das cidades do interior passa pela atuação integrada entre os governos federal, estadual e municipal. Para ele, investimentos coordenados são essenciais para reduzir desigualdades e melhorar a qualidade de vida das populações ribeirinhas e das áreas mais isoladas do estado.
“Eu acredito que se, de forma cooperada e alinhada, governo federal, governo estadual e municípios priorizarem saúde, educação e desenvolvimento econômico, a gente faz com que as pessoas tenham seus sonhos, seus anseios realizados onde nasceram. Que tenham orgulho de viver onde nasceram”, frisou o vice-governador.
O vice-governador destacou, ainda, a importância de ampliar as ações de regularização fundiária para oferecer segurança jurídica aos produtores rurais dos municípios. Tadeu afirmou que a medida é fundamental para descentralizar a economia do Amazonas.
“Precisamos olhar o interior do estado de forma diferenciada. Há uma concentração de arranjo econômico e geração de emprego na capital. O modelo industrial retirou o Amazonas da pobreza, mas temos o desafio de fazer com que essa riqueza gerada em Manaus chegue ao interior”, concluiu.


