quarta-feira, março 25

A desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas, negou novos pedidos liminares de habeas corpus apresentados pela defesa de Cleusimar de Jesus Cardoso e Ademar Farias Cardoso Neto. Ambos seguem presos preventivamente desde 2024, no contexto das investigações relacionadas à morte de Djidja Cardoso, em Manaus.

Os dois são acusados de envolvimento com a captação, distribuição e uso indevido de cetamina substância de uso veterinário também conhecida como ketamina em um esquema investigado pela polícia.

A defesa argumenta que os réus estão presos há mais de 600 dias por suspeitas de tráfico de drogas e associação para o tráfico, apontando excesso de prazo, especialmente após a anulação de uma condenação anterior, o que teria prolongado o processo sem responsabilidade dos acusados.

Os advogados também sustentam que as prisões se mantêm com base em justificativas genéricas, como a gravidade dos crimes, sem apresentação de fatos concretos. Segundo a defesa, a fase de produção de provas já foi encerrada, não havendo risco de interferência no andamento do processo. Por isso, foi solicitada a revogação das prisões ou a substituição por medidas cautelares.

Ao analisar o pedido, a magistrada destacou que decisões liminares em habeas corpus são excepcionais e só devem ser concedidas quando há evidências claras de ilegalidade. No entendimento dela, neste momento, não há elementos suficientes para justificar a soltura imediata dos investigados.

Com a decisão, os pedidos liminares foram negados, mas o mérito dos habeas corpus ainda será analisado pelo colegiado do tribunal, após manifestação da primeira instância e do Ministério Público.

Relembre o caso

A morte de Djidja Cardoso, ocorrida em maio de 2024, ganhou grande repercussão por envolver investigações sobre uso de drogas, práticas religiosas e suspeitas de crimes como tráfico e associação para o tráfico.

A ex-sinhazinha do Festival Folclórico de Parintins tinha 32 anos e foi encontrada morta em casa, em Manaus. O caso segue em andamento na Justiça.

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