O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, lembrado em 10 de setembro, é um convite à reflexão sobre a saúde mental e a valorização da vida, reforçando a importância do diálogo e da informação como caminhos para salvar vidas. A data foi criada em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Brasil, a causa ganhou mais visibilidade a partir de 2014, com a criação da campanha Setembro Amarelo, uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Ao longo do mês, diversas ações são realizadas em todo o país, como palestras, rodas de conversa, iluminação de espaços públicos e a distribuição de materiais educativos. Todas essas iniciativas têm como objetivo quebrar tabus, incentivar a busca por ajuda e reforçar que a vida deve sempre ser valorizada.
Números que pedem atenção
Os dados sobre suicídio revelam a urgência de falar sobre o tema. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida todos os anos no mundo. Quando se consideram os casos subnotificados, a estimativa chega a 1 milhão de mortes anuais. Entre os jovens de 15 a 29 anos, a situação é ainda mais alarmante: o suicídio aparece como a quarta principal causa de morte, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal.
No Brasil, o cenário também preocupa. O país registra em média 14 mil mortes por ano, o que equivale a 38 pessoas por dia. Além disso, entre 2016 e 2021, houve um aumento de quase 50% na taxa de mortalidade entre adolescentes, reforçando a necessidade de atenção e políticas de prevenção voltadas especialmente para essa faixa etária.
Como prevenir?
A prevenção do suicídio exige esforço coletivo e individual. Entre as medidas recomendadas por especialistas, estão: promover espaços de diálogo em escolas, comunidades e associações; usar a mídia de forma responsável, evitando descrições detalhadas de métodos e conteúdos sensacionalistas; e incentivar campanhas educativas que desmistifiquem o tema.
No contato direto com alguém em sofrimento, a escuta empática é essencial: não minimizar a dor, não julgar, e sempre oferecer apoio. Encaminhar para profissionais de saúde pode ser um passo decisivo.
Onde buscar ajuda
No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso. O atendimento pode ser feito pelo telefone 188, por chat no site oficial ou presencialmente em postos de atendimento.
O Setembro Amarelo reforça uma mensagem vital: falar sobre saúde mental salva vidas. Reconhecer sinais, abrir espaço para o diálogo e oferecer acolhimento pode fazer toda a diferença. Se você ou alguém próximo está em sofrimento, saiba que não está sozinho – existe apoio e esperança.
Foto: divulgação

