O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 1ª Promotoria de Justiça de Parintins, deflagrou nesta quinta-feira (11/06) a Operação Convergência Nacional – Amazonas 01.
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, medidas de quebra de sigilo e realizou uma fiscalização extraordinária na unidade prisional do município.
A operação contou com apoio das polícias Civil e Militar, da Companhia Independente com Cães da PMAM e da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). O objetivo é reunir provas e aprofundar investigações sobre a atuação de organizações criminosas na região.
As diligências ocorreram em áreas urbanas e rurais de Parintins, incluindo as comunidades Vila Amazônia e Zé Açu, além dos bairros Castanhal e Teixeirão, apontados como áreas de interesse das investigações.
Durante a fiscalização no presídio, foram apreendidos 19 celulares, além de armas, entorpecentes e cadernos com anotações relacionadas a atividades criminosas. Também foram recolhidos documentos e outros materiais que serão analisados pelo MPAM.
A procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Albuquerque, afirmou que a atuação busca impedir o avanço das facções sobre comunidades urbanas e rurais.
“Não vamos permitir que o tráfico domine comunidades e utilize essas áreas para fortalecer sua atuação criminosa”, destacou.
Operação nacional
Segundo o coordenador do Gaeco, Leonardo Tupinambá do Valle, esta é a primeira etapa da Operação Convergência Nacional no Amazonas.
“Começamos por Parintins, mas a atuação será ampliada para outros municípios onde identificamos a presença de facções criminosas”, afirmou.
A Operação Convergência Nacional é coordenada pelos Ministérios Públicos estaduais, por meio dos Gaecos e do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), com foco na desarticulação de facções e no fortalecimento das investigações em todo o país.
As investigações seguem em andamento.

