Manaus amanheceu nesta sexta-feira (16/10) com a qualidade do ar classificada como muito ruim em diversos bairros, conforme dados de um aplicativo de monitoramento ambiental consultado às 6h55. Os registros apontaram altas concentrações de partículas finas, conhecidas como MP2,5, em áreas das zonas Norte, Centro-Sul, Sul e Leste da capital.
Entre os maiores índices registrados estavam os bairros Jorge Teixeira, na zona Leste, e Mauazinho, na zona Sul, ambos com 119,1 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Os valores estão na faixa considerada muito ruim pela escala utilizada pelo aplicativo.
Na zona Centro-Sul, o bairro Da Paz registrou 112,9 µg/m³, seguido por Alvorada, com 109,3, e Parque 10 de Novembro, com 108,0. Na zona Oeste, Adrianópolis apresentou 103,8 µg/m³, enquanto o Japiim, na zona Sul, registrou 103,2.
Veja os índices registrados por bairro
Os dados consultados também apontaram concentrações elevadas em outras regiões da cidade:
Jorge Teixeira e Mauazinho: 119,1 µg/m³;
Da Paz: 112,9 µg/m³;
Alvorada: 109,3 µg/m³;
Parque 10 de Novembro e Novo Aleixo: 108,0 µg/m³;
Adrianópolis: 103,8 µg/m³;
Japiim: 103,2 µg/m³;
Novo Israel: 84,3 µg/m³;
Tancredo Neves: 83,9 µg/m³;
Centro: 82,8 µg/m³;
Cidade Nova: 82,5 µg/m³.
Em contraste com os demais pontos monitorados, o bairro Tarumã, na zona Oeste, apresentou índice de 0,8 µg/m³, classificado como bom no momento da consulta.

Partículas finas representam risco à saúde
As partículas MP2,5 são poluentes muito pequenos que podem penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição a concentrações elevadas pode provocar irritação, tosse e dificuldade para respirar, além de agravar doenças respiratórias e cardiovasculares.
Segundo a escala informada pelo aplicativo, os índices de 75 a 125 µg/m³ são classificados como muito ruins, enquanto valores acima de 125 µg/m³ entram na categoria péssima. Os registros apresentados para Manaus também ficaram acima da diretriz diária de 15 µg/m³ recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para partículas finas.
A presença de fumaça está associada ao período de queimadas no Amazonas e em regiões vizinhas. A dispersão dos poluentes pode atingir a capital e comprometer a qualidade do ar.
Cuidados durante o período de fumaça
Crianças, pessoas idosas e indivíduos com doenças respiratórias ou cardiovasculares estão entre os grupos que exigem maior atenção. Durante períodos de concentração elevada de fumaça, a orientação é evitar exercícios físicos ao ar livre, manter portas e janelas fechadas sempre que possível e acompanhar os alertas oficiais sobre a qualidade do ar.
Caso surjam sintomas como falta de ar, chiado no peito ou piora de problemas respiratórios, é importante procurar atendimento de saúde.

