Teve início nesta segunda-feira (1º/12), no Armazém da Utopia, no Rio de Janeiro, a 1ª Cúpula Popular do Brics, criada para aproximar movimentos sociais do bloco, hoje composto por 11 países. O evento discute cooperação econômica, governança global, multipolaridade e alternativas para reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais.
O Conselho Civil Popular do Brics, instituído em 2024 na Cúpula de Kazan, busca ampliar o diálogo entre sociedade civil e governos. Esta é a última grande atividade do Brics sob presidência brasileira antes da transição para a Índia.
Em vídeo exibido na abertura, a presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento, Dilma Rousseff, afirmou que a cúpula inaugura um canal permanente de diálogo entre sociedade civil e o bloco. João Pedro Stedile (MST), representante brasileiro no conselho, destacou que o encontro definirá o funcionamento permanente da instância social.
Segundo os organizadores, os países do Brics respondem por cerca de 70% da produção agrícola mundial e mais de metade da agricultura familiar do planeta, reforçando a importância do bloco na construção de sistemas alimentares sustentáveis.

