O Governo do Brasil deflagrou, nessa quarta-feira (18/03), a Operação Força Integrada, uma ação de alcance nacional que reúne forças de segurança de 15 estados no combate ao crime organizado. A iniciativa é coordenada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, com foco no enfrentamento ao tráfico de drogas e armas, atuação de facções criminosas e lavagem de dinheiro.
Ao todo, estão sendo cumpridos 174 mandados de busca e apreensão e 107 mandados de prisão em estados como Amazonas, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pará e Rio Grande do Sul, entre outros.
A operação integra um esforço contínuo das Ficco’s, que, somente em 2025, realizaram 246 ações em todo o país, com mais de dois mil mandados de busca e apreensão e mais de 1.500 prisões. Criadas no modelo de força-tarefa, as unidades atuam de forma conjunta, reunindo polícias civis, militares e penais, além da Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e secretarias estaduais de Segurança Pública, sob coordenação da Polícia Federal.
Atualmente, as Ficco’s estão presentes em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, com 39 unidades em funcionamento.
Ações nos estados
As operações ocorrem simultaneamente em diversas regiões do país, com foco na desarticulação de organizações criminosas. Em Manaus, por exemplo, a Operação Rastreio investiga um grupo suspeito de utilizar o terminal de cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes para o tráfico de drogas, com cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão.
Já em Campinas, a Operação Dry Fall combate uma organização com ligação ao Comando Vermelho, enquanto em Recife a Operação Roça mira grupos envolvidos com tráfico de drogas, armas e roubos de carga.
Outras ações também se destacam, como a Operação Ictio, em São Luís, que apura um esquema de tráfico em larga escala e lavagem de dinheiro, e a Operação Célula Oculta, em Porto Alegre, voltada ao combate ao tráfico de drogas na região sul.
Integração e enfrentamento
A Operação Força Integrada reforça a estratégia de atuação conjunta entre diferentes instituições de segurança pública, sem hierarquia entre os órgãos participantes, priorizando a troca de informações e ações coordenadas.
As investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros envolvidos e ampliar o combate às organizações criminosas em todo o território nacional.

