Mais de 11,3 milhões de hectares conservados, 17,2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂) evitadas e redução superior a 80% nos focos de calor em Unidades de Conservação (UCs). Os números marcam os resultados das ações desenvolvidas pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que há mais de 18 anos atua na conservação ambiental e no fortalecimento de comunidades tradicionais da Amazônia.
No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a instituição destaca iniciativas que beneficiam mais de 21,9 mil famílias em 902 comunidades e aldeias da região Norte.
Entre as ações estão a capacitação de brigadistas para prevenção e combate a incêndios florestais, apoio à gestão ambiental em áreas protegidas, implantação de sistemas de energia solar e abastecimento de água potável, além da formação profissional de moradores de comunidades ribeirinhas.
Na Comunidade Indígena Três Unidos, na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro, a instalação de uma usina solar passou a garantir energia limpa para cerca de 45 famílias, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e fortalecendo atividades como o turismo de base comunitária.
“O que está melhorando não é só a conservação dos alimentos, mas toda a cadeia do turismo de base comunitária, que vem sendo beneficiada por essa iniciativa. Hoje conseguimos manter os alimentos armazenados com qualidade, além de contar com outros benefícios que a energia disponível o tempo todo nos proporciona”, afirma a empreendedora indígena Neurilene Kambeba.
A FAS também investe em educação ambiental e qualificação profissional. Um dos destaques é a formação de estudantes ribeirinhos em Gestão de Turismo, iniciativa que se tornou finalista do Prêmio Nacional do Turismo 2025.
Para a superintendente-geral adjunta da FAS, Valcléia Lima, a conservação ambiental deve caminhar junto ao desenvolvimento das comunidades amazônicas.
“Os resultados mostram que enfrentar as mudanças climáticas passa, necessariamente, pela conservação da Amazônia e pelo fortalecimento das populações que vivem nos territórios. Investir na floresta em pé é uma das formas mais efetivas de contribuir para a agenda climática e construir um futuro mais sustentável para quem há milênios cuida da região”, destaca.
A instituição também lançou a campanha “Gigante pela Própria Natureza”, voltada à valorização das Unidades de Conservação e à conscientização sobre a importância da proteção da floresta para o equilíbrio climático e a biodiversidade.


