As exportações da China registraram crescimento de 8,3% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2024, de acordo com dados divulgados por Pequim, nesta segunda-feira (13/10). O resultado representa a maior alta desde março e indica uma aceleração em relação a agosto, quando as vendas externas avançaram 4,4%. O desempenho também superou as projeções de mercado, que, segundo levantamento da Reuters, apontavam para um aumento de 6%.
As compras da China de outros mercados no mundo também aceleraram, com crescimento de 7,4% em setembro ante agosto, mais que em agosto (+1,5%) e superando estimativas de mercado, que projetavam ganho de 1,5%.
O desempenho da balança comercial chinesa alivia em parte as preocupações de investidores com o comércio exterior do país depois que o presidente Donald Trump anunciou na sexta-feira (10/10) a imposição de tarifas de 100%, reacendendo a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. A medida, se confirmada, entra em vigor no próximo dia 1º de novembro.
No domingo, membros do governo chinês afirmaram que país vai recuar diante da ameaça da tarifa adicional de 100%, mas pediu aos Estados Unidos que as diferenças sejam resolvidas por meio de negociações.
O índice de Xangai, principal indicador do mercado acionário chinês, abriu a sessão desta segunda-feira com forte queda, chegando a recuar 2,5%, mas reagiu ao longo da sessão, para fechar com recuo mais leve, de 0,2%. Já o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,5%, enquanto o Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, fechou com queda de 1,52% após ter perdido até 3,5%.

