Os Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejuscs-JT) do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (AM/RR) encerraram 2025 com R$ 67,2 milhões liberados em créditos trabalhistas por meio de acordos homologados. Ao todo, foram 2.003 conciliações, beneficiando diretamente mais de 27 mil pessoas.
Além do impacto social, os acordos também geraram retorno aos cofres públicos, com mais de R$ 11,2 milhões arrecadados, sendo R$ 5 milhões destinados ao INSS e R$ 6,2 milhões em Imposto de Renda.
Os números confirmam a expansão da política de conciliação no TRT-11. Em 2023, os pagamentos por acordos somaram R$ 23,9 milhões. Em 2024, o valor ultrapassou R$ 55 milhões. Já em 2025, o montante chegou a R$ 67,2 milhões — um aumento de 21% em relação ao ano anterior. No mesmo período, o total de acordos cresceu 52%, passando de 1.318 para 2.003.
Para alcançar esses resultados, foram realizadas 6.997 audiências de conciliação ao longo de 2025:
3.075 no 1º grau em Manaus
2.784 no 1º grau em Boa Vista
1.138 no 2º grau
Em Manaus, foram firmados 855 acordos, com liberação de cerca de R$ 30,7 milhões. Em Boa Vista, 841 acordos resultaram em R$ 13 milhões pagos. No 2º grau, 307 acordos totalizaram R$ 23,5 milhões. O trabalho contou com a atuação de oito magistrados nos Cejuscs-JT.
Para a desembargadora Ruth Barbosa Sampaio, coordenadora do Cejusc-JT de 2º grau, o avanço demonstra a confiança das partes na solução consensual. Ela destaca que o diálogo ocorre de forma sigilosa, com trabalhadores e empregadores participando ativamente da construção das soluções, o que contribui para a redução do tempo dos processos e para a pacificação social.
O TRT-11, por meio do Nupemec-JT e dos Cejuscs-JT, vem consolidando a conciliação como eixo da atuação jurisdicional no Amazonas e em Roraima. A Justiça do Trabalho também tem ampliado as mediações pré-processuais — realizadas antes mesmo do ajuizamento da ação. Em 2025, o 1º grau registrou 60 mediações desse tipo, média de cinco por mês, com resultados considerados positivos para as partes.
A iniciativa envolve ainda grandes litigantes, instituições financeiras, empresas públicas e privadas, além de sindicatos, reforçando o papel da mediação como ferramenta de acesso rápido, gratuito e eficaz à solução de conflitos trabalhistas.

