segunda-feira, fevereiro 23

Em apenas uma semana de funcionamento, a nova ecobarreira instalada no bairro Educandos, na zona Sul de Manaus, reteve 40 toneladas de resíduos sólidos que seriam levados para o Rio Negro. O balanço foi divulgado pela Prefeitura após a primeira limpeza completa da estrutura, realizada na sexta-feira (20).

Implantada no dia 13 de fevereiro, a ecobarreira é a 14ª em operação na capital amazonense. O ponto escolhido é considerado crítico por concentrar as águas do igarapé do 40, do igarapé de São Francisco e do igarapé do Mestre Chico áreas que historicamente acumulam grande volume de lixo, sobretudo durante o período chuvoso.

A ecobarreira atua como uma contenção flutuante instalada na superfície da água. O equipamento não impede que o lixo seja descartado irregularmente, mas intercepta os resíduos transportados pela correnteza antes que eles atinjam o rio principal.

Após a retenção, equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) realizam a retirada do material, que é encaminhado ao aterro sanitário para destinação ambientalmente adequada.

Rede de contenção

Com a nova estrutura, Manaus passa a contar com 14 ecobarreiras distribuídas estrategicamente em áreas de maior incidência de descarte irregular. O sistema integra a política permanente do município voltada à proteção dos cursos d’água urbanos.

Somente em janeiro, as ecobarreiras já existentes impediram que 378 toneladas de resíduos chegassem ao Rio Negro. Sem as barreiras, todo esse volume teria seguido o fluxo natural dos igarapés até o leito do rio.

Durante a primeira operação de limpeza da nova estrutura, as equipes também encontraram três cadáveres de animais domésticos, dois gatos e um cachorro, retidos entre os resíduos. Os corpos foram encaminhados ao crematório municipal, seguindo os protocolos sanitários vigentes.

A Prefeitura reforça que disponibiliza gratuitamente o serviço de cremação de pets, mediante agendamento telefônico em horário comercial. A gestão destaca que o descarte adequado de resíduos e de animais mortos é fundamental para evitar impactos ambientais, riscos à saúde pública e a degradação dos igarapés da cidade.

O volume recolhido em apenas sete dias expõe não apenas a eficiência do equipamento, mas também a dimensão do desafio enfrentado por Manaus no combate ao descarte irregular de resíduos sólidos.

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