quarta-feira, março 25

Mais de 250 estudantes da rede pública de ensino foram atendidos pelos projetos “Defensoria nas Escolas” e “Caminhos da Inclusão”, realizados no município de Tabatinga, no Alto Solimões. As ações ocorreram entre os dias 18 e 20 de março e contemplaram unidades de ensino das zonas urbana e rural, incluindo escolas indígenas.

A iniciativa é promovida pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), por meio da Escola Superior (Esudpam), e tem como objetivo orientar alunos, professores e famílias sobre direitos básicos, além de prevenir situações de violação e fortalecer a cidadania, especialmente entre públicos em situação de vulnerabilidade.

Localizada na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, Tabatinga apresenta características específicas que tornam ainda mais relevante a presença de políticas públicas voltadas à educação em direitos. No município, as atividades foram realizadas em seis instituições de ensino, entre elas escolas municipais, estaduais e indígenas.

Foto: Luiz Felipe Santos

Durante os dois primeiros dias, a programação foi direcionada a estudantes do ensino fundamental. Já no último dia, as atividades contemplaram alunos do ensino médio, ampliando o alcance das ações.

Segundo o subdefensor público-geral, Helom Nunes, a presença da instituição no interior é estratégica para aproximar os serviços da população. “A Defensoria busca estar cada vez mais próxima das pessoas, especialmente em regiões de fronteira, onde fortalecer o sentimento de cidadania é fundamental”, afirmou.

O servidor Fábio Ricarte, integrante da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, destacou o impacto das atividades na conscientização dos jovens. De acordo com ele, as ações contribuem para ampliar a compreensão sobre inclusão e o respeito às pessoas com deficiência.

A diretora da Esudpam, Karoline Santos, avaliou positivamente a participação dos estudantes. “As atividades tiveram boa receptividade e estimularam reflexões importantes sobre direitos e atitudes mais inclusivas no cotidiano”, destacou.

Além de promover orientação jurídica, os projetos também buscam formar multiplicadores de conhecimento, incentivando estudantes a atuarem como agentes de transformação em suas comunidades.

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