A cheia dos rios no Amazonas colocou os municípios de Eirunepé e Boca do Acre em situação de emergência e mantém outras dez cidades em estado de alerta. Diante do avanço das águas, o Governo do Amazonas intensificou o monitoramento e antecipou ações de apoio humanitário para reduzir os impactos sociais, econômicos e de saúde da população atingida.
Nessa segunda-feira (9), o governador Wilson Lima reuniu o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais para definir medidas preventivas e organizar a resposta do Estado antes do pico da enchente, especialmente na região Sul do Amazonas, onde a situação do rio Purus é considerada preocupante. “A prioridade é nos anteciparmos. Alguns municípios já decretaram emergência e estamos atuando para garantir ajuda humanitária, reforço na saúde e apoio logístico, minimizando os impactos para as famílias que vivem nessas áreas”, afirmou o governador.
Atualmente, dois municípios estão em situação de emergência: Eirunepé, Boca do Acre. Outras dez cidades seguem em alerta devido à elevação do nível dos rios:
Canutama, Carauari, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Pauini, Tapauá. Além disso, outros 13 municípios permanecem em atenção, com acompanhamento contínuo das equipes técnicas da Defesa Civil.
Ações emergenciais
Entre as principais medidas adotadas pelo governo estadual estão:
Distribuição de cestas básicas e kits de higiene e limpeza
Envio de medicamentos, vacinas e insumos de saúde
Reforço no transporte e no abastecimento de comunidades isoladas
Adoção de alternativas pedagógicas, como o programa Aula em Casa, em caso de prejuízo ao calendário escolar
Atuação da Operação Inverno Amazônico, do Corpo de Bombeiros, para prevenção de deslizamentos e processos erosivos
Monitoramento e previsão
De acordo com o sistema hidrológico do Estado, as nove calhas de rios do Amazonas estão em processo de enchente, com previsão de chuvas acima da média nas regiões oeste e centro-sul. A estimativa é que até 35 municípios possam ser impactados, atingindo cerca de 173 mil famílias, o equivalente a mais de 690 mil pessoas.
O secretário executivo da Defesa Civil, Francisco Máximo, destacou que o pico da cheia dos rios Juruá e Purus pode ocorrer nas próximas semanas, o que exige ações imediatas para garantir serviços essenciais. “Estamos trabalhando de forma antecipada para assegurar energia, abastecimento de água, telecomunicações e internet. O compartilhamento de informações entre os órgãos permite um enfrentamento mais organizado e eficiente desse cenário”, explicou o secretário.
O governo segue monitorando a situação e reforça que novas medidas poderão ser adotadas conforme a evolução do nível dos rios e das condições climáticas no estado.

