A grávida Meirilany Silva da Silva foi presa preventivamente na noite de segunda-feira (27/07), após se apresentar no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), em Manaus. A prisão ocorreu após o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) revogar a decisão que permitia o cumprimento da medida em prisão domiciliar.
A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) nesta terça-feira (28). Meirilany passará por audiência de custódia e, em seguida, será encaminhada ao Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF).
Ela havia sido presa em flagrante durante a operação contra o tráfico de drogas que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena. Na audiência de custódia, a prisão foi convertida em preventiva, mas a Justiça autorizou inicialmente a prisão domiciliar em razão da gravidez.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu da decisão, argumentando que, embora a legislação permita a substituição da prisão preventiva por domiciliar para gestantes, o benefício pode ser negado em casos de maior gravidade, especialmente quando há suspeita de participação em organização criminosa.
O recurso foi acolhido pelo desembargador plantonista Flávio Humberto Pascarelli Lopes, que restabeleceu a prisão preventiva. Na decisão, o magistrado destacou a gravidade dos fatos investigados e o contexto da operação policial que resultou na morte do investigador.
Segundo as investigações, Meirilany seria responsável pela guarda e logística de quase uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína, além de integrar uma estrutura ligada a uma facção criminosa.
Até o momento, cinco pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no esquema, entre elas um policial militar.
Relembre o caso
O confronto ocorreu durante uma operação da Polícia Civil realizada na última sexta-feira (24/07), em Manaus. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que equipes policiais abordaram suspeitos, dando início a uma intensa troca de tiros.
O investigador Luciano Carvalho de Sena foi baleado, chegou a ser socorrido ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o confronto, a polícia identificou os ocupantes de uma caminhonete envolvida na ação como Rafael Pereira Freitas e Mayara da Silva e Silva. No veículo, foram encontrados quatro tabletes de drogas.
Mayara foi presa horas depois, enquanto Rafael foi localizado na madrugada do sábado (25), em uma comunidade de Itacoatiara. Segundo a Polícia Civil, ele reagiu à abordagem atirando contra os agentes, foi baleado durante o confronto e morreu no local.


