Um incêndio de grandes proporções destruiu uma fábrica de reciclagem de isopor e plástico, localizada na avenida Autaz Mirim, zona Leste de Manaus, na noite deste sábado (1º/11). O fogo começou por volta das 20h e foi controlado em cerca de 40 minutos após intensa mobilização do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).
Graças à rápida ação das equipes, as chamas não se espalharam para outros setores do galpão nem para imóveis vizinhos. A operação contou com 11 viaturas, incluindo caminhões de combate a incêndio, veículos de salvamento e ambulâncias, além do uso de um drone para monitoramento aéreo. Ao todo, 47 bombeiros participaram da ação, com apoio dos brigadistas da própria empresa.
O comandante-geral do CBMAM, coronel Orleiso Muniz, informou que as causas do incêndio estão sendo apuradas, mas uma das principais hipóteses é de ação criminosa. “Funcionários da empresa relataram a presença de pessoas jogando líquido em uma área de processamento de isopor. O secretário de Segurança já esteve no local e, avançando essa hipótese, será feita uma investigação detalhada”, afirmou Muniz.
O local armazenava grande quantidade de materiais inflamáveis, o que aumentou a intensidade das chamas e exigiu o uso de cerca de 45 mil litros de água no combate ao fogo. “O incêndio foi detectado por uma das nossas viaturas que patrulhavam as ruas. Assim que a coluna de fumaça foi identificada, deslocamos imediatamente as equipes. Em cinco minutos já estávamos atuando no local. Usamos inclusive viaturas autotanque recém-entregues pelo Governo do Estado, com grande capacidade de bombeamento”, completou o comandante.
De acordo com o CBMAM, a ação coordenada das equipes e a estrutura reforçada foram essenciais para conter o incêndio antes que ele atingisse proporções ainda mais graves. Nenhum ferido foi registrado, e as equipes permanecem no local realizando o rescaldo e a perícia técnica para identificar as causas do sinistro.
Moradores da região relataram que as chamas e a fumaça podiam ser vistas a quilômetros de distância, provocando preocupação entre os vizinhos e interrompendo o tráfego em parte da avenida durante o combate.
O caso será investigado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), que vai apurar se houve ato intencional ou falha operacional no processo de reciclagem.

