Não Justiça do Amazonas condenou os dois adolescentes envolvidos no assassinato de Fernando Vilaça da Silva, de 17 anos, morto em julho deste ano após ser espancado no bairro Gilberto Mestrinho, Zona Leste de Manaus.

O crime foi reconhecido como homicídio por motivo torpe, caracterizado pela motivação homofóbica.
De acordo com o advogado da família, Alexandre Torres Jr., os agressores, de 16 e 17 anos, receberam a pena máxima prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): três anos de internação socioeducativa. A defesa da vítima anunciou que concederá uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (21) para detalhar a decisão judicial.

O crime
Fernando, segundo moradores, era alvo constante de insultos homofóbicos por parte de jovens da vizinhança, que o agrediam verbalmente com xingamentos como “viadinho”. No dia do ataque, o adolescente havia saído de casa para comprar leite quando foi novamente hostilizado.
Cansado das agressões, decidiu confrontar os ofensores. O que seria um diálogo rapidamente se transformou em violência: Fernando foi espancado até perder os sentidos. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital João Lúcio, sendo depois transferido para o Hospital Platão Araújo, onde passou por cirurgia de risco. Apesar dos esforços médicos, não resistiu aos ferimentos e teve morte encefálica declarada pouco tempo depois.

O caso gerou forte comoção em Manaus e levantou discussões sobre violência homofóbica entre adolescentes, além da necessidade de políticas públicas de proteção e conscientização contra crimes de ódio.
Para o advogado da família, a decisão da Justiça representa um passo importante no reconhecimento da gravidade do crime, embora a pena prevista pelo ECA tenha limitações diante da brutalidade do caso.

Foto: reprodução internet

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