segunda-feira, julho 27

A Justiça do Amazonas determinou a prisão preventiva de Meirilany Silva da Silva, investigada por envolvimento com o tráfico de drogas durante a operação que resultou na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, em Manaus. A decisão suspende a prisão domiciliar que havia sido concedida anteriormente à suspeita em razão da gravidez.

A medida foi tomada em caráter liminar pelo desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), após recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM).

Segundo o MPAM, embora a legislação preveja a possibilidade de substituição da prisão preventiva por domiciliar para gestantes, existem exceções quando há indícios de participação em organização criminosa ou em crimes de maior gravidade.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Meirilany seria responsável pela guarda e logística de aproximadamente uma tonelada de maconha e mais de 10 quilos de cocaína, além de integrar uma estrutura ligada a uma facção criminosa.

Na decisão, o desembargador considerou que os fatos investigados ocorreram durante uma operação policial que terminou com a morte de um agente de segurança pública, circunstância que demonstra, segundo o magistrado, a gravidade do caso e afasta, neste momento, o benefício da prisão domiciliar. O juiz também destacou que não foram apresentados laudos médicos que comprovassem uma gestação de risco.

Com a nova decisão, foi determinada a expedição do mandado de prisão preventiva. O mérito do recurso ainda será analisado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas.

Investigador morreu durante operação

O caso ocorreu na última sexta-feira (24/07), durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus.

Segundo as investigações, o investigador Luciano Carvalho de Sena foi baleado no pescoço e no braço durante um confronto entre policiais civis e suspeitos abordados na ação. Ele chegou a ser socorrido para o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Alvorada, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o confronto, Meirilany foi presa em flagrante. Outro investigado, identificado como Rafael, passou a ser procurado e foi localizado no dia seguinte em uma comunidade de Itacoatiara, na Região Metropolitana de Manaus. Conforme a Polícia Civil, ele reagiu à abordagem atirando contra os agentes, foi baleado durante o confronto e morreu no local.

As investigações sobre a atuação do grupo criminoso e as circunstâncias da morte do policial continuam sendo conduzidas pela Polícia Civil.

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