O Hospital Santa Júlia anunciou, nesta quarta-feira (26/11), o afastamento da médica e da técnica de enfermagem envolvidas no atendimento que resultou na morte de Benício Xavier, de 6 anos, ocorrida na madrugada do último domingo (23/11). O menino morreu após receber adrenalina diretamente na veia durante atendimento médico, no sábado (22/11), procedimento que, segundo a família, teria sido aplicado de forma incorreta.
A médica responsável pelo atendimento, Juliana Brasil Santos, é clínica geral e não possui especialização em pediatria, conforme informações do Portal Médico do Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo o hospital, o afastamento das profissionais já estava em vigor desde o início das apurações.
Em nota, o Santa Júlia informou que concluiu a análise interna do caso por meio da Comissão de Óbito e Segurança do Paciente. A instituição afirmou que os dados reunidos serão enviados às autoridades competentes e à família da vítima, reforçando que o processo é conduzido com “total transparência” e reconhecendo “a dor da família e da sociedade”.
O caso
Benício Xavier deu entrada no hospital no sábado (22) e, após a administração do medicamento, apresentou piora imediata no quadro respiratório, com queda acentuada da saturação. O menino foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde sofreu diversas paradas cardíacas antes de falecer.
A família atribui a morte a erro no procedimento e cobra responsabilização dos envolvidos.
O Conselho Regional de Medicina do Amazonas (Crm-am) informou nesta quarta-feira (26) que instaurou procedimento para apurar o atendimento prestado à criança. O órgão destacou que o processo corre sob sigilo, conforme estabelece o Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM nº 2.306/2022), e que não se pronunciará antes da conclusão da instrução.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) também investiga o caso. O 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) está à frente das apurações, que seguem em andamento. A corporação não divulgou mais detalhes para não comprometer o trabalho investigativo.
O Conselho Regional de Farmácia (CRF-AM) se manifestou por meio de nota, prestando solidariedade à família e ressaltando que o episódio evidencia a importância de práticas seguras na assistência à saúde, com responsabilidade profissional, uso correto de medicamentos e atuação multiprofissional integrada.
O caso segue comovendo a população e repercutindo entre entidades da área da saúde, que reforçam a necessidade de medidas rigorosas para evitar novas tragédias.


