A circulação de ônibus foi interrompida em Manaus na tarde desta segunda-feira (20) após os rodoviários deflagrarem uma paralisação de 100% da frota. Segundo o Sindicato dos Rodoviários, o movimento foi motivado pelo atraso no pagamento da primeira parcela dos salários, que deveria ter sido quitada até esta segunda-feira, conforme decisão da Justiça do Trabalho.
No início da tarde, ônibus ficaram parados em vias como as avenidas Leonardo Malcher e Constantino Nery, nas proximidades do Terminal de Integração 1 (T1). Por volta das 16h, os motoristas foram orientados a retornar com os veículos para as garagens. Enquanto isso, ônibus do transporte alternativo e executivo foram autorizados a transportar passageiros na região central da cidade.
No começo de julho, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) determinou, por meio de liminar, que as empresas do transporte coletivo paguem 40% dos salários até o dia 20 de cada mês (ou no dia útil anterior, quando a data cair em fim de semana ou feriado) e os 60% restantes até o quinto dia útil do mês seguinte. De acordo com o sindicato, o prazo não foi cumprido.
O presidente da entidade, Givancir Oliveira, afirmou que a categoria decidiu suspender as atividades até que os salários sejam pagos.
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) informou que foi surpreendido pela paralisação e afirmou não ter recebido aviso prévio nem sido procurado pelo sindicato dos rodoviários para tratar do movimento. A entidade disse que adotará medidas judiciais para restabelecer a operação e espera que o serviço seja normalizado o mais rápido possível.
A Prefeitura de Manaus também se manifestou e informou que não possui débitos pendentes com o Sinetram em 2026, afirmando que todas as obrigações financeiras do município estão sendo cumpridas regularmente.
Já o Governo do Amazonas informou que cumpre integralmente todas as obrigações relacionadas ao Passe Livre Estudantil destinado aos alunos da rede estadual de ensino em Manaus.


