quarta-feira, julho 29

O Projeto ALFA-EJA Brasil realizou, entre março e julho deste ano, 157 Oficinas de Leitura e Escrita em Coari e outros 14 municípios das regiões Norte e Nordeste, beneficiando 1.216 estudantes da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA). A iniciativa, desenvolvida pelo Instituto de Educação e Direitos Humanos Paulo Freire (IEDHPF), em parceria com a Petrobras, promoveu atividades voltadas à valorização da memória, da cultura e dos saberes dos participantes.

Além de Coari, as oficinas aconteceram em municípios do Amapá, Amazonas, Pará, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe e Pernambuco, criando espaços de diálogo, troca de experiências e produção coletiva de conhecimento.

Ao longo do semestre, 789 estudantes participaram regularmente das atividades. Um levantamento realizado pelo projeto, com 631 respondentes, revelou que a maioria do público é formada por mulheres entre 40 e 60 anos, mas também destacou a presença crescente de jovens com menos de 18 anos na EJA, evidenciando a diversidade de gerações nas salas de aula.

Segundo a coordenadora-geral do Projeto ALFA-EJA Brasil, Francisca Elenir Alves, as oficinas foram planejadas para respeitar as diferentes realidades dos estudantes e ampliar o acesso ao conhecimento. “As Oficinas de Leitura e Escrita foram pensadas como estratégia de aprendizagem considerando a diversidade dos sujeitos, os contextos sociais e a equidade no acesso aos saberes e conhecimentos, permitindo que educandos trabalhadores possam resgatar e complementar sua formação e sua caminhada cidadã”, afirmou.

O perfil dos participantes também mostra que a maior parte possui renda familiar de até dois salários mínimos e utiliza o celular como principal meio de acesso à internet. Trabalhadores, mães, pais, avós e jovens compartilham o mesmo ambiente de aprendizagem, reforçando a necessidade de metodologias que valorizem suas trajetórias e experiências.

Inspiradas na pedagogia de Paulo Freire, as seis oficinas do projeto estimularam os educandos a transformarem suas vivências em narrativas, cartas, manifestações artísticas e propostas de intervenção em suas comunidades, fortalecendo o vínculo entre educação, cidadania e participação social.

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