Ampliar o acesso ao cimema em comunidades amazônicas , proporcionando experiências incríveis. Com esse objetico , a Caravana do “Projetando o Madeira: Circuito Audiovisual” parte de Manaus neste sábado (11/07) , part rumo ao município de Borba, onde serão realizadas as primeiras atividades. Ao longo de seis dias, a iniciativa também passará por Nova Olinda do Norte, levando exibições de filmes brasileiros, oficinas de produção audiovisual e ações de acessibilidade aos dois municípios.
Realizado pelo Coletivo Vozes da Periferia, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), o projeto exibirá os filmes Rio 2, WALL-E e Amazônia – O Despertar da Florestania, além da oficina “Olhar Ribeirinho”, voltada à iniciação audiovisual por meio de dispositivos móveis. Ao todo, serão realizadas quatro sessões de cinema e quatro oficinas, com expectativa de alcançar centenas de moradores durante a circulação.
Em Borba, a programação ocorre nos dias 14 e 15 de julho, com a oficina “Olhar Ribeirinho”, às 9h, no Centro Cultural São Sebastião, e sessões de cinema, às 18h, no Centro de Eventos Bráulio Motta. No dia 16, a equipe seguirá para Nova Olinda do Norte, onde as atividades acontecerão nos dias 17 e 18, com oficinas às 9h, no Centro de Convivência, e exibições de filmes às 18h, na Praça Valdeque Martins.
Para o idealizador do projeto, Ernan Passos, a expedição representa uma oportunidade de ampliar o acesso à cultura em comunidades que historicamente enfrentam dificuldades para participar de iniciativas como essa.
“O Rio Madeira sempre foi um caminho por onde circulam pessoas, mercadorias e histórias. Queremos que ele também seja um caminho para a circulação da cultura e do audiovisual. Mais do que exibir filmes, queremos incentivar as comunidades a registrarem suas próprias histórias e fortalecerem sua identidade por meio do cinema”, afirma.
O projeto também oferecerá acessibilidade comunicacional, com recursos como legenda descritiva e tradução em Libras. A equipe reúne Ernan Passos, na coordenação geral; Daniel Ramos, na coordenação financeira e produção; Victor Cabral, responsável pelas oficinas e acessibilidade; e Neide Barbosa, na logística e mobilização comunitária.
Segundo Ernan, a expectativa é que a iniciativa deixe um legado para as comunidades participantes.
“Queremos deixar uma semente. Quando uma pessoa aprende que pode produzir um vídeo com o próprio celular e contar a história da sua comunidade, ela passa a enxergar o audiovisual como uma ferramenta de memória, educação e transformação social”, explica.
Sobre o Coletivo
Fundado em 2023, o Coletivo Vozes da Periferia é uma organização cultural da Zona Leste de Manaus, reconhecida como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura. Desenvolve projetos nas áreas de cultura, educação, esporte, justiça social e justiça climática.
Entre suas principais iniciativas estão o I Circuito Vozes da Periferia (2023), o Festival Vozes da Periferia – II Edição (2024) e o Programa de Capacitação Empreendedora Afro-Queer (2025), que têm como foco ampliar o acesso à cultura, fortalecer comunidades e formar jovens negros, periféricos e LGBTQIAPN+.
FOTOS: Acervo Coletivo Vozes


