A forte seca que atinge o Rio Amazonas trouxe à tona um importante sítio arqueológico na zona rural de Urucurituba, na vila Augusto Montenegro. O local, conhecido pelos moradores há mais de dez anos, voltou a revelar peças históricas que ajudam a compreender a vida dos povos que habitaram a região séculos antes da colonização.

Pesquisadores do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizaram a primeira visita técnica ao sítio após solicitação da Secretaria Municipal de Cultura. No local, foram identificados fragmentos de cerâmica, material ósseo e vértebras de animais aquáticos possivelmente de golfinhos ou botos indicando que essas populações viviam da pesca e mantinham ocupação contínua na região.

De acordo com o arqueólogo Marco Túlio, do Iphan Amazonas, os vestígios pertencem a um sítio pré-colonial e estão entre os mais antigos já catalogados no estado. Entre as descobertas, também foi identificada terra preta indígena, um solo fértil produzido por povos ancestrais ao longo de gerações e considerado um dos principais marcadores da presença humana na Amazônia antes da chegada dos colonizadores.

Para o secretário municipal de Cultura, Maick Soares, a descoberta reforça o valor histórico e cultural de Urucurituba.
“Esses artefatos, cerâmicas e ossos tanto humanos quanto de fauna aquática resgatam parte da história dos povos que viveram aqui. É um patrimônio que fortalece nossa identidade e preserva a memória da região”, afirmou.

Os materiais coletados serão analisados e devem compor o acervo histórico do município. A prefeitura também estuda abrir o local para visitação e desenvolver ações educativas com escolas e universidades, aproximando a comunidade de sua própria história.

Foto: Divulgação/Sejuct Urucurituba

Compartilhar

Comentários fechados.

Exit mobile version