quinta-feira, julho 16

O secretário de Estado de Saúde do Amazonas, Luiz Alberto Saraiva, afirmou nesta quinta-feira (16/07) que não há indícios de que a morte de um idoso de 67 anos tenha sido causada pela exposição ao estireno liberado durante o vazamento registrado no Distrito Industrial de Manaus. Segundo o gestor, a análise médica preliminar aponta que o paciente apresentava graves comorbidades e não há evidências técnicas que indiquem intoxicação pela substância.

O caso segue sob investigação e foi encaminhado à Polícia Civil para os procedimentos de praxe, incluindo perícia técnica.

Mais de 100 atendimentos

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), a rede estadual realizou 107 atendimentos relacionados ao incidente químico. Do total, 104 pacientes já receberam alta médica e três permanecem internados em observação.

Logo após a confirmação do vazamento, a SES-AM instalou um gabinete de crise para coordenar o atendimento nas unidades de saúde e monitorar possíveis casos de exposição ao produto químico.

Os atendimentos foram direcionados principalmente a pessoas que relataram irritação nos olhos, desconforto respiratório e outros sintomas associados ao forte odor provocado pelo estireno.

Caso segue em investigação

Sobre o óbito registrado durante a madrugada, o secretário explicou que o paciente procurou atendimento médico após relatar contato com o cheiro da substância, mas destacou que o quadro clínico era complexo.

Segundo Saraiva, o homem era portador de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) em estágio avançado, possuía histórico de diversas internações e também apresentava cardiopatia grave. “O paciente evoluiu a óbito durante a madrugada, mas os sintomas apresentados e a declaração de óbito não apontam relação com intoxicação”, afirmou o secretário.

Ele acrescentou ainda que o idoso morava na região central de Manaus, distante da área onde ocorreu o vazamento.

Protocolos internacionais

O secretário destacou que os protocolos internacionais de segurança química indicam um raio de contaminação crítica de até 300 metros em casos de vazamento de gás sem combustão, podendo chegar a 800 metros apenas em situações com explosão.

Mesmo assim, a recomendação da SES-AM é para que qualquer pessoa que apresente sintomas como irritação nos olhos, dor de garganta, dificuldade para respirar ou outros sinais incomuns procure imediatamente uma unidade de saúde e informe aos profissionais sobre a possível exposição ao incidente.

Empresa segue com licença válida

Enquanto as equipes de saúde monitoram possíveis impactos à população, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que a empresa responsável pelo local do vazamento possui licença de operação regular e vigente.

O órgão atua em conjunto com o Corpo de Bombeiros no acompanhamento da ocorrência e na avaliação dos possíveis impactos ambientais provocados pelo vazamento de estireno. Segundo o Ipaam, o plano de emergência da empresa foi acionado conforme determina a legislação, e as equipes técnicas continuam monitorando a situação

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