quinta-feira, agosto 6

Em alusão ao Agosto Lilás, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) realiza, até esta sexta-feira (7), atendimento jurídico e psicossocial gratuito para mulheres nas Delegacias Especializadas em Crimes Contra a Mulher (DECCMs) Norte/Leste e Centro/Sul, em Manaus. A iniciativa integra a Operação Mulher Segura, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em parceria com a Polícia Civil do Amazonas.

Os atendimentos acontecem das 8h às 14h, por ordem de chegada e sem necessidade de agendamento, em duas unidades móveis da Defensoria: um ônibus instalado ao lado do 13º Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Cidade de Deus, e uma carreta localizada na Avenida Mário Ypiranga Monteiro, no bairro Parque Dez.

Entre os serviços oferecidos estão orientação jurídica, solicitação de medidas protetivas, acompanhamento processual e atendimento em demandas de Direito de Família, como pensão alimentícia, divórcio e guarda de filhos.

A defensora pública Carol Rocha, do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem), destacou que as unidades móveis foram estruturadas para garantir conforto, privacidade e atendimento humanizado, inclusive com espaço reservado para acolhimento psicossocial.

“Com os veículos, conseguimos promover ações itinerantes da Defensoria e participar de operações como essa, levando atendimento à população em locais alternativos às nossas unidades”, afirmou.

A autônoma Laysa Souza, de 23 anos, contou que conseguiu resolver, em um único atendimento, questões relacionadas ao divórcio, pensão alimentícia e guarda das filhas.

Rede de proteção

A ação faz parte da campanha Agosto Lilás, mês em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos. No Amazonas, a Operação Mulher Segura reúne órgãos da rede de proteção para ampliar o acesso de mulheres em situação de violência aos serviços de acolhimento e assistência jurídica.

A delegada Patrícia Leão, titular da DECCM Centro-Sul, ressaltou que a atuação conjunta entre Polícia Civil e Defensoria fortalece o atendimento às vítimas.

“Nós trabalhamos de forma integrada. É sempre importante que a Defensoria complemente a atuação da Polícia Civil, oferecendo esse apoio jurídico de forma humanizada e acolhedora às mulheres em situação de violência”, destacou.

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