A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (14/10), a apreensão e a proibição da comercialização de produtos irregulares vendidos pela internet, incluindo substâncias conhecidas pela divulgação como canetas emagrecedoras. A medida abrange itens à base de tirzepatida e retatrutida anunciados em diferentes plataformas digitais.
Entre os sites atingidos estão o Zyntrashop, o ZPHC Store e o Peptídeos do Brasil. A decisão também alcança produtos comercializados pela página Oxygen KWP Pharma Brasil, incluindo o Retagen 40 mg, à base de retatrutida.
Segundo a agência, os produtos citados não podem ser fabricados, importados, distribuídos, divulgados ou utilizados. A determinação busca prevenir riscos à saúde decorrentes da oferta de substâncias sem comprovação de regularidade, qualidade, segurança e eficácia.
Retatrutida não tem registro sanitário
A Anvisa destacou que a retatrutida, substância que vem sendo comercializada na internet com finalidade de emagrecimento, não possui registro em nenhum país. De acordo com a agência, a empresa responsável pelo desenvolvimento do medicamento ainda não solicitou seu registro sanitário.
A resolução também proíbe produtos vendidos sob a marca Liberty Pharma, entre eles NAD+, retatrutida, GHK-Cu e tirzepatida, cuja origem não foi identificada de forma adequada.
A tirzepatida, por sua vez, é uma substância presente em medicamentos autorizados para indicações específicas. Isso não significa que qualquer produto vendido com esse composto seja regularizado. A procedência, a formulação e a autorização sanitária precisam ser verificadas.
Produtos com promessas terapêuticas também são atingidos
A decisão da Anvisa inclui ainda produtos fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda. Segundo a agência, os itens são comercializados sem registro, notificação ou cadastro e divulgados com alegações de efeitos antifúngicos, antimicrobianos, anti-inflamatórios, desintoxicantes e de fortalecimento da imunidade.
Entre os produtos citados estão kits de detox e desparasitação, compostos emagrecedores, carvão ativado vegetal, ouro coloidal e prata coloidal.
De acordo com a Anvisa, as alegações terapêuticas atribuídas a esses itens são compatíveis com finalidades de medicamentos, o que exige o cumprimento das regras sanitárias aplicáveis.
Riscos do uso de produtos irregulares
A comercialização de substâncias sem controle sanitário pode expor os consumidores a riscos, como composição desconhecida, contaminação, dosagem inadequada e efeitos adversos sem acompanhamento apropriado.
Por isso, a orientação é evitar a compra de medicamentos em páginas sem procedência comprovada e consultar profissionais de saúde antes de iniciar qualquer tratamento para emagrecimento.
A Anvisa recomenda que os consumidores verifiquem a regularização dos medicamentos e utilizem apenas produtos autorizados, adquiridos por canais legalmente habilitados.

