O Amazonas registrou uma redução expressiva nos casos suspeitos de arboviroses nos cinco primeiros meses de 2026. Dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) apontam queda de 56% nas notificações em comparação com o mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e maio deste ano, foram contabilizados 4.933 casos suspeitos de doenças transmitidas por mosquitos, enquanto no mesmo intervalo de 2025 o número chegou a 11.202 registros.
A redução também foi observada nos casos confirmados das principais arboviroses monitoradas pelo sistema de saúde. A dengue apresentou a maior queda, passando de 3.160 confirmações em 2025 para 682 em 2026, uma redução de aproximadamente 78%.
A chikungunya também registrou diminuição, com 39 casos confirmados neste ano, contra 83 no mesmo período do ano passado. Já a febre de Mayaro teve uma das quedas mais significativas, saindo de 56 ocorrências para apenas quatro casos confirmados, redução superior a 90%.
Os registros de zika também apresentaram recuo, passando de nove para seis confirmações. Em contrapartida, a febre Oropouche teve um caso confirmado em 2026, após não registrar ocorrências no mesmo período do ano anterior.
As arboviroses são doenças causadas por vírus transmitidos principalmente por mosquitos infectados. Entre as mais conhecidas estão dengue, zika, chikungunya, mayaro e oropouche, enfermidades que exigem monitoramento constante devido ao potencial de surtos e impactos na saúde pública.
De acordo com especialistas, a redução dos casos pode estar relacionada a ações de vigilância epidemiológica, combate aos criadouros do mosquito e maior conscientização da população. Apesar dos números positivos, as autoridades reforçam a necessidade de manter os cuidados preventivos para evitar novos aumentos nos índices de transmissão.
A orientação é que a população elimine possíveis focos de água parada, mantenha quintais limpos e procure atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele e mal-estar persistente.

