O Ministério da Saúde iniciou a segunda fase de um ciclo nacional de qualificação voltado à ampliação do acesso a métodos contraceptivos na rede pública. No Amazonas, cerca de 250 profissionais da atenção primária devem ser capacitados para a oferta do implante subdérmico, conhecido como Implanon.
A oficina no estado será realizada em Manaus, nos dias 23 e 24 de abril, reunindo médicos e enfermeiros em atividades presenciais que combinam teoria e prática, com uso de simuladores anatômicos e acompanhamento de facilitadores do ministério.
A iniciativa faz parte de uma estratégia nacional para ampliar a oferta de métodos contraceptivos no Sistema Único de Saúde, especialmente em municípios com menos de 50 mil habitantes. Ao todo, a nova fase das oficinas deve qualificar mais de 11 mil profissionais em todo o país, com a realização de 32 treinamentos.
Além da técnica de inserção e retirada do implante, a formação também aborda temas como saúde sexual e reprodutiva, direitos dos pacientes, dignidade menstrual, enfrentamento às violências e combate às desigualdades no acesso à saúde.
Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu cerca de 500 mil unidades do implante para os estados brasileiros. O Amazonas recebeu mais de 10 mil unidades. Para 2026, a previsão é de distribuição de 1,3 milhão de dispositivos em todo o país.
A primeira fase do programa, realizada entre outubro e dezembro de 2025, contou com 30 oficinas em todos os estados, capacitando aproximadamente 1,8 mil profissionais para a realização do procedimento, além de alcançar gestores e equipes de saúde em mais de 600 municípios.
O Implanon é considerado um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, com ação de até três anos no organismo. Após esse período, o dispositivo deve ser retirado, podendo ser substituído imediatamente, conforme a escolha da paciente.
O método integra a lista de contraceptivos gratuitos oferecidos pelo SUS, que inclui ainda preservativos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, pílula de emergência, laqueadura e vasectomia.
Apesar da ampliação do acesso ao implante, o Ministério da Saúde reforça que o uso de preservativos continua sendo essencial, por ser o único método capaz de prevenir simultaneamente a gravidez e as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
Com a nova etapa de capacitação, o governo busca fortalecer a atenção básica e garantir mais autonomia e acesso à saúde reprodutiva para a população.

