A passagem terrestre entre o Brasil e a Venezuela foi fechada na manhã deste sábado (3), no município de Pacaraima, em Roraima. O bloqueio ocorreu poucas horas depois de os Estados Unidos anunciarem uma ofensiva militar em larga escala contra o território venezuelano e informarem a captura do presidente Nicolás Maduro.
De acordo com a Polícia Federal, a medida partiu do governo venezuelano e já provocou mudanças no fluxo migratório na região. Em entrevista à TV Globo, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que houve redução no número de migrantes atravessando a fronteira desde as primeiras horas do dia.
Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram viaturas e militares do Exército Brasileiro posicionados nas proximidades do marco fronteiriço, com cones e barreiras impedindo a passagem. Até o momento, o Exército em Roraima e o Comando Militar da Amazônia não divulgaram nota oficial detalhando a atuação das tropas no local.
O fechamento da fronteira ocorre em um cenário considerado sensível, já que Roraima é a principal porta de entrada de venezuelanos no Brasil desde 2015, quando se agravou a crise política, econômica e social no país vizinho.
A decisão veio após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que forças americanas realizaram uma operação militar de grande escala na Venezuela e retiraram Nicolás Maduro do país por via aérea, juntamente com a esposa. O governo norte-americano não informou o destino do presidente venezuelano.
Durante a madrugada, moradores de Caracas relataram uma sequência de explosões em diferentes pontos da capital. Segundo a agência Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em cerca de 30 minutos, acompanhadas de tremores, voos de aeronaves em baixa altitude, correria nas ruas e interrupções no fornecimento de energia elétrica em áreas próximas à base aérea de La Carlota.
Em resposta, o governo venezuelano divulgou um comunicado classificando a ação como “agressão militar” e decretou estado de emergência. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e cobrou do governo dos Estados Unidos uma prova de vida do presidente.

