O Amazonas amplia sua importância nas operações de gás natural e geração de energia da Eneva. O resultado operacional da companhia no terceiro trimestre de 2026 destaca os primeiros dois meses de operação comercial da Usina Termelétrica (UTE) Azulão I e o avanço do desenvolvimento do Complexo Azulão, no estado.
Entre julho e setembro, a operação da empresa na Bacia do Amazonas registrou produção de 60 milhões de metros cúbicos de gás natural. Ao final de setembro, a Eneva contabilizava 46,1 bilhões de metros cúbicos em reservas provadas e prováveis (2P), dos quais 9,4 bilhões estavam localizados na Bacia do Amazonas.
Expansão da geração de energia
Com capacidade contratada de 295 megawatts (MW) por 15 anos, a UTE Azulão I passou a integrar o portfólio operacional da companhia durante o trimestre. O empreendimento foi o primeiro projeto termelétrico contratado no Leilão de Reserva de Capacidade de 2021 a entrar em operação comercial.
Segundo o diretor de Operação da Regional Norte da Eneva, Álcio Adler, a usina representa a consolidação de um projeto desenvolvido ao longo de vários anos em uma região com desafios logísticos.
A estrutura permite integrar a produção de gás natural à geração de energia, ampliando o aproveitamento dos recursos energéticos do Amazonas e contribuindo para a segurança do abastecimento na Região Norte.
A companhia também mantém o desenvolvimento do projeto Azulão II, que dará continuidade à expansão do complexo e ampliará a capacidade de geração de energia associada ao gás natural produzido no estado.
Investimentos em desenvolvimento local
Além da infraestrutura energética, a Eneva informa que já investiu R$ 20,8 milhões em iniciativas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico de comunidades amazonenses.
Os recursos foram destinados a projetos de educação, qualificação profissional, empreendedorismo, bioeconomia e valorização da cultura local. De acordo com a empresa, as ações beneficiaram diretamente mais de mil pessoas no Amazonas.

