O senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou, na noite de domingo (25/10), que não reconhece a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026 e que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do segundo turno.
Segundo os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula foi reeleito com 64,2 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio recebeu 59,8 milhões de votos (48,21%), uma diferença superior a 4,4 milhões.
Durante pronunciamento em Brasília, o candidato derrotado criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prorrogação do horário de votação até as 19h.
Flávio alegou que a medida teria comprometido a igualdade de condições entre os eleitores e afirmou que sua equipe jurídica buscará contestar o resultado.
Campanhas pediram prorrogação da votação
A ampliação do horário foi determinada após relatos de dificuldades no transporte público, especialmente em cidades da Bahia e de São Paulo, que poderiam impedir eleitores de chegar às seções eleitorais.
A decisão de Zanin atendeu a um pedido apresentado pela campanha de Lula ao STF. Entretanto, a campanha de Flávio Bolsonaro também havia solicitado ao TSE a extensão da votação em determinados estados, alegando dificuldades provocadas pelas fortes chuvas.
Inicialmente, a ordem judicial previa a continuidade da votação até as 19h em todo o país. Como diversas seções já haviam encerrado suas atividades, a determinação foi posteriormente esclarecida para abranger apenas os locais que permaneciam abertos.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, orientou os tribunais regionais eleitorais a cumprir a prorrogação nas seções ainda em funcionamento.
Contestação depende de análise judicial
Apesar de questionar a legalidade da prorrogação, Flávio Bolsonaro não apresentou, durante o pronunciamento, provas de que a medida tenha alterado o resultado da eleição.
O anúncio de uma contestação também não significa a anulação automática do pleito. Qualquer pedido deverá ser formalizado e analisado pelas autoridades judiciais competentes, com base nos fundamentos e nas provas apresentados.
Até o momento das declarações, o resultado anunciado pelo TSE permanecia válido, com a reeleição de Lula confirmada pela Justiça Eleitoral.

