A população de São Sebastião do Uatumã, no interior do Amazonas, amanheceu neste domingo (25/10), dia de eleição, mais uma vez sob os efeitos da fumaça provocada por queimadas. O problema, que se repete no município, acende um alerta para os riscos à saúde e expõe a necessidade de medidas mais eficazes de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios.
Essas queimadas atingem tanto a sede municipal quanto comunidades da zona rural. Além dos danos ambientais, a fumaça compromete a qualidade do ar e representa uma ameaça principalmente para crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.
Moradores relatam aumento na procura por atendimento nas unidades de saúde, mas ainda não há dados oficiais disponíveis sobre o número de pacientes atendidos em decorrência da exposição à fumaça.
Ministério Público acompanha incêndios
A gravidade da situação também mobilizou o Ministério Público do Amazonas (MPAM), que acompanha ocorrências de incêndios nas comunidades de Cubuacá e Caranauacá, onde, segundo informações divulgadas pelo órgão em 21 de outubro, o fogo persistia havia vários dias.
O Ministério Público realizou uma vistoria e reúne informações para apurar as circunstâncias dos incêndios e possíveis responsabilidades.
Na quinta-feira (23/10), um homem de 53 anos foi preso em flagrante, suspeito de provocar um incêndio ao utilizar fogo para preparar uma área de pastagem. Conforme informações atribuídas à Polícia Civil, as chamas atingiram propriedades vizinhas e uma área de floresta.
Apesar das ações de combate e da prisão registrada, a continuidade das queimadas evidencia a necessidade de intensificar a fiscalização e identificar outros possíveis responsáveis pelos incêndios.
Saiba como denunciar
As autoridades locais solicitam a colaboração da população para identificar focos de incêndio e possíveis responsáveis por queimadas criminosas.
As denúncias podem ser encaminhadas pelos contatos divulgados no município:
- Defesa Civil: (92) 99438-7836
- Meio Ambiente: (92) 99338-5494
A população também deve evitar a exposição prolongada à fumaça, manter ambientes fechados quando houver concentração de poluentes e procurar atendimento médico em caso de falta de ar, dificuldade para respirar ou agravamento de sintomas respiratórios.
O enfrentamento das queimadas exige ações permanentes de fiscalização, prevenção e responsabilização. Enquanto isso não ocorre de forma efetiva, a população continua convivendo com os impactos ambientais e sanitários dos incêndios.

