A Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI) realizou, nessa quarta-feira (30/9), a 3ª Mostra Cultural da instituição, no palco do Teatro Amazonas, no Centro de Manaus. Em alusão ao Dia Nacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, o evento reuniu alunos, professores, familiares e convidados em uma programação dedicada à arte, à cultura e à valorização do envelhecimento ativo.
Com entrada gratuita, a mostra contou com apresentações de teatro, dança, música e cinema, tendo como protagonistas os próprios alunos da FUnATI. A iniciativa também destacou a arte como ferramenta de expressão, convivência e integração social durante a terceira idade.
Entre as atrações estiveram o curta-metragem “Matinta”, produzido por alunos da oficina Arte Corporal; o espetáculo “Estórias que meu pai contou”, apresentado pelo Grupo de Teatro Renascer Izael Tavares; e o espetáculo de dança “Brasilidade”, do Grupo de Dança Monã.
A programação também contou com uma apresentação do Coral Dr. Euler Ribeiro e com o espetáculo musical “Sons da Longevidade”, desenvolvido pela turma de Musicoterapia com Bioinstrumentos.
Para a instituição, ocupar o palco de um dos principais espaços culturais do Amazonas reforça a importância de ampliar a participação da população idosa em atividades culturais e artísticas. A Mostra Cultural integra as ações da FUnATI voltadas à valorização da pessoa idosa por meio do ensino, pesquisa, extensão, cultura e atenção à saúde.
Nova experiência por meio da música
Entre os participantes da programação estava o professor aposentado Álvaro Vieira, de 76 anos, integrante do Coral da FUnATI. Pela segunda vez, ele teve a oportunidade de se apresentar no palco do Teatro Amazonas.
Álvaro conta que chegou à instituição por indicação da esposa e encontrou no coral uma nova experiência. Com dedicação aos ensaios e treinamentos, passou a atuar como tenor do grupo.
“Entrei no coral como ‘terror’ e, com o tempo, fui treinando, treinando, e agora sou tenor do coral. Participar pela segunda vez aqui no teatro, depois de ter treinado com a equipe da maestrina Claudine, é muito especial”, relatou.
Segundo ele, apesar da dificuldade para memorizar os textos, a dedicação durante os ensaios tornou possível a participação na apresentação.
“Vir para o teatro em uma apresentação como esta é excelente. É praticamente um prêmio por todo o esforço que nós fizemos no passado”, afirmou.

