A circulação de vírus respiratórios continua exigindo atenção no Brasil. O boletim semanal InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (8/10) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta tendência de aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao rinovírus, ao metapneumovírus e ao Sars-CoV-2 em nível nacional.
Apesar da tendência de crescimento, os novos casos semanais de SRAG relacionados à covid-19 permanecem em níveis baixos no país. Diante do cenário, os pesquisadores recomendam que os grupos prioritários verifiquem se estão com a vacinação contra a doença em dia.
A Fiocruz também reforça a importância da vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes, conforme as recomendações de saúde.
Crianças e adolescentes exigem atenção
Segundo o levantamento, há um leve sinal de retomada do crescimento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. Nas demais faixas etárias, o cenário é de estabilidade.
O boletim aponta ainda queda nos casos graves associados ao VSR e à influenza B. Já as hospitalizações por influenza A permanecem estáveis, em níveis baixos de incidência.
Estados e capitais em alerta
Na análise regional, Alagoas, Roraima e Sergipe apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com indícios de crescimento nas últimas seis semanas.
O aumento ocorre principalmente entre crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, a elevação está associada ao metapneumovírus. Em Roraima, ainda não há dados suficientes para identificar o vírus responsável.
Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também registram níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento no longo prazo.
Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória apresentam atividade de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.
Idosos concentram maior impacto na mortalidade
Os dados das últimas oito semanas epidemiológicas indicam que os efeitos mais graves das infecções respiratórias variam conforme a faixa etária. A incidência de SRAG é mais elevada entre crianças com menos de 2 anos, enquanto a mortalidade apresenta maior impacto na população com 65 anos ou mais.
O acompanhamento dos indicadores e a atenção à vacinação são medidas importantes para reduzir os riscos, especialmente entre os grupos mais vulneráveis às complicações causadas por vírus respiratórios.

